sexta-feira, 8 de abril de 2011

Jurados do médico terão que responder questionário sobre Michael Jackson

A Justiça norte-americana está enfrentando problemas para encontrar pessoas que possam compor o júri do caso contra o médico de Michael Jackson. Isso porque os jurados não podem ter relação afetiva com a obra do cantor - o que é difícil em se tratando do Rei do Pop.
Para medir o nível de envolvimento dos candidatos com o artista, a Corte elaborou um questionário no qual eles são perguntados se conheciam o cantor ou seus parentes pessoalmente, se já assistiram a shows e se possuem discos ou DVDs do astro. O objetivo é eliminar da seleção aqueles que demonstrem opiniões fortes sobre a culpa ou inocência de Conrad Murray.
Entre as 117 questões, há indagações acerca da exposição dos candidatos à cobertura midiática do caso, incluindo internet e mídias sociais, e da participação em posts e comentários de blogs relativos ao assunto. A Corte também quer saber os possíveis jurados assistiram ao documentário póstumo "This is it" e por quê.
Outra parte do questionário busca descobrir o quanto eles sabem sobre drogas e medicamentos e se já tomaram propofol ou sedativos que alteram o humor. Na seção intitulada "Atitudes em relação a celebridades e pessoas", os candidatos terão que responder se eles acham que ricos e famosos são tratados de modo diferente no sistema judicial. O questionário não cita a absolvição de Michael Jackson após seu julgamento por abuso infantil em 2005.
A Justiça já analisou mais de 300 candidaturas ao júri. Além de responderem à bateria de questões, os candidatos passarão por uma fase de entrevistas, que começa em 4 de maio. No final da seleção, 12 jurados e seis suplentes serão escolhidos. A previsão é de que o julgamento do caso comece em 9 de maio e dure dois meses.
Conrad Murray é acusado de homicídio culposo por negligência na administração do anestésico propofol e outros sedativos a Michael Jackson antes da morte do cantor, em 25 de junho de 2009. Por outro lado, os advogados de defesa do médico alegam que o Rei do Pop estava "angustiado por causa de dificuldades financeiras e tomou medidas deseperadas que o levaram à morte". Se condenado, Murray pode pegar quatro anos de prisão.
Fonte: O Globo

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